sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sintese 1.2

Aprender com o vídeo e a câmera. Para além das câmeras,as idéias

Portanto, restam as idéias. Penso que numa perspectiva de pedagogia de projetos uma
delas deveria ser justamente esta: a de integrar todas as linguagens que as diferentes mídias permitem e realizar uma grande conversa entre elas.

As escolas podem ser as oficinas que engendram a nova cultura se professores e alunos aprenderem a
superar as intransigências e compreenderem que:

"a intransigência em relação a tudo quanto é novo é um dos piores defeitos do
homem. E, inversamente, perceber a realidade pelos meios não convencionais é o
que mais intensamente deveria ser buscado nas universidades [e nas escolas].
Porque isso é capacidade de invenção em estado puro: cultivar o devaneio, anotar
seus sonhos, escrever poesias, criar imageticamente o roteiro de um filme que ainda
vai ser filmado. (...) Inventividade e tradição mantêm entre si uma relação muito
complexa, que nunca foi constante ao longo do tempo: às vezes foi de oposição e
exclusão, outras vezes foi complementar e estimulante".


Talvez o grande desafio para a educação na sociedade telemidiática seja justamente o de estimular a expressão
dessa complementaridade que permanece, muitas vezes, latente entre a educação e as mídias, em especial a
televisão.

Essa nova cultura telemidiática, ou seja, essa nova forma de estar no mundo, está a desafiar professores,
alunos, sistemas de ensino.

Sobre televisão, a literatura disponível parece enfatizar a divisão
entre educar para e educar com a mídia.

Assim, uma educação que envolva a mídia precisa revelar o cerne da linguagem e dos produtos dessa
cultura audiovisual, buscando aprofundar a compreensão da forma de expressão televisiva, assim como é feito há muito nas escolas, com maior ou menor sucesso, com a literatura, por exemplo, para além da simples recepção e produção.

Nenhum comentário:

Postar um comentário